Seminário Arte & Ser Humano
As diferentes possibilidades do homem em relação à Arte

Parte I - Arte como Conhecimento

A atividade artística

A atividade artística tem representado desde a Pré-História uma atividade fundamental do ser humano. Através da Arte o homem entra em relação com o universo e consigo mesmo.

"A distinção entre as obras de arte e os demais objetos, e a especificação da atitude estética adequada para captar "o artístico" são o resultado de convenções relativamente arbitrárias cuja única legitimidade é dada pelas necessidades do sistema de produção e pela reprodução das atitudes consagradas como estéticas pela educação ". Néstor Canclini

Não há objetos reconhecidos como artísticos universalmente, em todas as épocas e por todos os homens. Nem tampouco propriedades fixas para todas as culturas ou classes sociais. A determinação do artístico, de acordo com certas qualidades formais e sensíveis, às quais se deram em nome da Beleza, foi uma característica das estéticas ocidentais (entre o sec. XVIII e o início do sec. XX) que não se encontra em outras épocas ou culturas. Tais critérios estenderam-se mais do que os outros devido à universalidade da expansão capitalista (imposição dos padrões estéticos europeus e norte-americanos a quase todas as culturas contemporâneas). Néstor Canclini

Os Gregos e a Arte

A Arte é em sentido lato, meio de fazer, de produzir. Neste sentido, artísticos são todos aqueles processos que, mediante o emprego dos meios adequados, permite-nos fazer bem uma determinada coisa.

A Arte é por natureza, uma imitação do real (reproduz as aparências e os aspectos essênciais das coisas). As condições necessárias de existência da Arte decorrem de seus fundamentos estéticos ( o equilíbrio e a simetria, o respeito às proporções,...). O valor da Arte pelos efeitos morais que ela produz. O prazer derivado da contemplação do que é perfeito e excelente, inclina o homem à prática da virtude e ao conhecimento da verdade.

Os gregos e o Belo

A Estética

O que caracteriza a Estética não é simplesmente o estudo do Belo. A Estética, como disciplina filosófica, deve vincular esse estudo a uma perspectiva definida. Não é pela faculdade de conhecimento intelectual que o Belo é captado, nem a sua impressão corresponde à experiência rudimentar da satisfação de um desejo físico. Apreendendo-o, relacionamo-nos imediatamente com uma determinada ordem de impressões e sentimentos, de emoções, cujo o efeito geral, o deleite, é plenamente satisfatório, no sentido de que se basta a si mesmo. Assim, de tudo que produz essa satisfação sui generis, podemos dizer que é Belo, que possui a dimensão da Beleza, dimensão aberta ao espírito através da sensibilidade. Estética origina-se do termo grego aisthesis, que significa o que é sensível ou o que se relaciona com a sensibilidade.

A Arte

O fenômeno artístico, devido a sua complexidade, não pode ser definido de forma geral e sumária. Para compreender a Arte, devemos considerá-la em sua tríplice dimensão de CONHECIMENTO, TÉCNICA e EXPRESSÃO.

A Arte é um conhecer, um fazer, um exprimir.

A Arte como conhecimento

A Arte é um dos mais importantes transmissores de conhecimento. Dela retiramos uma visão da experiência e dos valores humanos. Porém o conhecimento trazido pela Arte difere do científico.

Aristóteles: " (...) A tendência para a imitação é instintiva no homem, desde a infância. (...) Pela imitação adqüire seus primeiros conhecimentos, por ela todos experimentam prazer."

Schelling: O Espírito (ordem interna da liberdade) e a Natureza (ordem externa dos fenômenos) são aspectos parciais, complementares da mesma realidade. Consciente e inconsciente são a dupla face do Absoluto. Somente a intuição artística pode reconstituir o Absoluto.

Hegel: A Arte pertence ao domínio do Espírito absoluto, juntamente com a Religião e a Filosofia. Possui como conteúdo a Verdade Total, a Idéia (Divindade). Através das três, o homem tenta romper com os estreitos limites da subjetividade e busca a unidade suprema com o Espírito.

Cézanne: "Sim, eu quero SABER. SABER para melhor SENTIR. SENTIR para melhor SABER."

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PARTE II: ARTE COMO ATIVIDADE PRÁTICA

PARTE III: ARTE COMO SENSIBILIDADE

 

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