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técnica
do vazado em bronze supõe uma atitude nova perante a escultura.. Em primeiro
lugar é preciso transformar vários materiais, a fundição do cobre, do
estanho, do zinco, do aço, para conseguir a liga apropriada; é necessário
construir moldes; depois a figura
nasce no interior do molde sem que possamos
intervir durante o ato de sua criação, é preciso confiar no ato realizado
antes: a correta fundição do material, a temperatura adequada, os moldes de
boa qualidade, uma coação bem realizada; finalmente, a estátua que surge do
molde pode, conforme o sistema empregado, ser reproduzida várias vezes com o
mesmo modelo, já não é uma obra única, e por isso a condição de obra de
arte periga: pode se transformar num objeto industrial semelhante a um machado,
ou a um utensílio doméstico . Na técnica do vazado do bronze a liga é fundamental,
dela depende não apenas o resultado de uma escultura dos detalhes preciosos que
reproduz fielmente a modelagem no molde, mas mantém a cor do bronze. O cobre em
estado de fusão tem um escasso grau de fluidez, não sendo muito apropriado
para ser coado em moldes; no entanto a adição de metais brancos como o
estanho, o zinco e o aço são obtidas ligas bastante fluídas e homogêneas que
permitam sua introdução no molde. Quanto maior a adição do metal branco
maior fluidez, mas ao mesmo tempo mais frágil no estado sólido. Os vazados em
bronze realizados com ligas ricas em cobre, precisam de um acabamento em frio
com lixas finas e cinzéis. Isto é de grande importância pois permite
diferenciar os tipos de esculturas. A cor do
bronze também depende da liga, embora atualmente não se veja a cor original
dado que as esculturas antigas foram cobertas por uma patina,. Depende da
percentagem de estanho para que o Apolo de
Piombino. Bronze A técnica do vazado do bronze apresenta três
sistemas de realização: duas técnicas à cera perdida( método direto e
indireto), o modelado em areia e a galvanotipia. As primeiras peças de bronze, armas e utensílios,
foram realizados pelo método simples de coar o metal fundido em dois moldes
abertos de pedra ou argila cozida. Para conseguir objetos modelados em três dimensões foi necessário descobrir um
sistema novo, tecnicamente mais complexo: a fundição a cera perdida.
Construía-se um modelo em cera que era coberto por um molde de argila de uma
única peça, depois que a cera era derretida e em seu lugar se vertia o bronze,
que preenchia totalmente o oco interior. Com este processo obtinham-se peças
maciças de bronze, o que impedia que fossem de tamanho muito grande, pois
teriam um peso excessivo e um grande consumo de metal, originando imperfeições
e fraturas.. As primeiras peças com este processo são datadas do terceiro milênio A. C. : um leão de
bronze de Uruk, uma dançarina de Mohenjo-Daro.
Para aperfeiçoar esta técnica foi feito a elaboração de dois moldes, um
côncavo e um convexo, colocados frente a frente com um vazio entre ambos e eram
fixados através de pregos metálicos; na concavidade se vertia o bronze. No
entanto era um processo muito complicado e imperfeito. Surgiu então na Ásia e
Egito , a partir do método anterior. Preparava-se um núcleo de argila
reforçado com uma armação de ferro; sobre o núcleo modelava-se em cera a
figura que seria reproduzida em bronze; a seguir se cobria com uma camada de
terra grossa, que era fixada ao núcleo com pregos metálicos e dotada de canais
de coação e respiradeiros para sair o ar. Através da fundição, elimina-se a
cera do interior consolidado o molde de argila; uma vez conseguindo isto, se
verte no vazio que ocupava a cera a liga fundida, se espera que se solidifique e
esfrie, então se parte o molde liberando a peça em bronze. No fim do período arcaico a estatuária grega toma
novo rumo. Era uma técnica nova para um novo estilo. Finalmente a perfeição
na técnica de cera perdida foi obtida com o método indireto, através de
moldes por peça. O método indireto necessitava a modelagem em barro. A partir
deste modelo era obtido um molde em gesso em várias peças que se repunham por
separado. O interior do molde era recoberto por uma fina camada de cera, por
último o vazio era preenchido com
terra para formar o interior. A continuação desmontava-se as peças de gesso,
descobrindo o molde em cera, este era retocado e cobria-se com molde definitivo
em argila, com sistema de canais. As operações finais eram iguais ao método
direto. Ainda durante o Renascimento a técnica permaneceu
primitiva, com o abandono do método indireto. A modelagem em areia foi empregado durante os séculos
XVIII e XIX para fundição de pequenos bronzes decorativos e em série.
Utilizava-se armações de ferro fundido onde uma forma esculpida é coberta com
arei muito fina, conseguindo-se isto as partes são separadas e é retirado o
molde original, na areia são feitos canais e respiradouros e as armações são
unidas novamente, finalmente se realiza o coado. |
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