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Setembro de 92. Entrei... sempre consegui ir para Sistemas. Começou o ano, e com ele a tradicional
praxe. Apesar de, por tradição, a Praxe de Sistemas ser a mais dura e dificil de toda a Academia Minhota, eu, talvez por tentar não dar muito nas vistas, fui bastante poupado, não sendo um dos alvos
preferênciais da ira dos Engenheiros. Entretando o tempo ia passando. Esse tempo de praxe foi muito produtivo, em termos
de amizades, pois os melhores caloiros que encontrei, continuam, aínda hoje, a ser os MELHORES Engenheiros que
conheço. Foi uma altura em que criei muito boas amizades...
Por fim os tempos de praxe acabaram. Acabaram o primeiro e segundos anos.
Chegamos ao terceiro ano, em que, por direito, iria exercer os castigos da praxe. Foi
uma praxe muito divertida, apesar de eu não ser dos praxantes mais activos. Ela serviu para conhecer os caloiros e
estabelecer mais alguns laços de amizade. Entretanto o tempo, sem se dar por isso, continuava a passar... E lá
se acabou o mais um ano.
Pois bem, já chegamos ao quarto ano.. Tal como no ano anterior, fiz parte da Comissão de Praxe. Também como no ano anterior, não fui um praxante muito severo, apesar de bastante assíduo. Foram os meses em que eu mais vadiei durante toda a minha vida. É claro que toda essa vadiice se reflectiu nas notas de fim de semestre... mas nada que não se arranje em Setembro. Para o ano já sei ... Nada de vadiice durante a praxe.
E cá estamos nós. Em Março, prestes a entrar nas férias da Páscoa, e o tempo passa, passa, ...

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