O Escravo Que Escraviza!

Por: Gustavo Garrido


 

Cegos estão pelo desejo, pela sensação, pelo orgulho de terem êxito e exibirem ao mundo suas conquistas; de serem os “donos de mentes” de uma parte da sociedade humana que lhes obedece cegamente, os administradores do nível superior da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados – O Corpo Governante desta organização - colocando-se em um estado que posso dizer; de obscuridade mental - pois nem mesmo entendendo o que a Bíblia diz remove-os do intento de adquirirem mais e mais bens para o aumento físico desta organização - pois sabem que os seres humanos olham paara isso, para os bens adquiridos, como indicio de prosperidade - estão cada vez mais longe dos ensinos de Nosso Senhor Jesus Cristo, que não construiu “lares de betel” – “salões de assembléias” – “fazendas” e que nem mesmo travesseiro tinha, para encostar sua cabeça em uma noite de repouso.

Aliados a isso procuram com sua arte de ensino, enganar primeiro a eles próprios, acolchoando suas consciências  por fazerem questão de não perceberem as verdades impressas na Palavra de Deus e, através de tal engano transmitirem para esta massa de autômatos - que por sua vez não desejam raciocinar - ensinamentos espúrios, alheios à vontade de Deus.

Quantos destes do corpo governante atual das Testemunhas de Jeová abafaram suas primeiras descobertas?  Acho que todos.

Por que todos? A resposta se obtém quando vemos anciãos serem desassociados por motivos de consciência – como o caso recente da Desassociação de Bill Bowen e Joe Anderson que denunciaram a política de proteção aos pedófilos escondidos nesta organização.

Se fossem honestos em seus propósitos, isso não aconteceria.

Mas Para não dizer que não houve algum, podemos citar entre outros, o Raymond Franz, ex-membro deste corpo, que mesmo depois de tanto tempo sabendo de falcatruas, veio a tomar posição nos anos oitenta,  contra as mentiras impostas a esta pequena massa da humanidade.

Raymond Franz, teve a hombridade de apartar-se desta elite religiosa chamada por eles próprios de “escravo fiel e discreto” – até mesmo por motivos não explicados mais a fundo, como talvez o jogo de poder que existe entre eles, pois se existiu entre os apóstolos e existe nas congregações espalhadas pelo mundo, porque não existe também na dianteira desta organização?

Pelo menos Raymond Franz teve coragem de resignar ao grupo de elite e por fim ser desassociado por tentar falar acerca das mentiras dos dogmas escravagistas do “escravo”.

Recentemente um amigo e irmão que ainda é ancião em uma congregação aqui no Brasil  disse-me que tinham recebido uma carta da “Sociedade” endereçada ao “corpo de anciãos” das congregações, falando acerca da falta de apoio dos familiares e dos próprios anciãos ao serviço de campo. Inclusive ameaçando àqueles que perdem reuniões com a perda do mandato de anciãos.

Reclamando também da retirada de publicações sem as devidas contribuições por parte dos irmãos.

A “Sociedade” está vendo agora que deu um “tiro no escuro” quando lançou aqui no Brasil este seu projeto de esconder-se dos impostos governamentais.

Agora está a cobrar maiores participações dos irmãos da dianteira, juntamente com seus familiares no serviço de campo.

Se os da dianteira estão devagar...quanto mais os publicadores! A média de colocações de literatura no serviço de campo é baixa e as revisitas e estudos bíblicos em muitas congregações também, conforme conversa corrente entre os superintendentes de circuito.

A Torre está cada vez mais ambiciosa em seus projetos de expansão, que até mesmo agora não esconde – como escondia – a necessidade de dinheiro para construir este império.

Existe então esta espécie de materialismo religioso imposto aos membros das Testemunhas de Jeová. Consiste em passar para os publicadores a necessidade de abnegação que Jesus tinha enquanto na terra, em ser pobre materialmente e rico em espiritualidade, e contribuir o máximo para a necessidade de riquezas da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.

Nós que nos esclarecemos quanto às verdadeiras intenções deste “Escravo que escraviza” sabemos que Deus na sua misericórdia nos diz que a “A forma de adoração que é pura e imaculada do ponto de vista de nosso Deus e Pai é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas na sua tribulação, e manter-se sem mancha do mundo”. - Tiago 1:27

E que estejamos atentos às oportunidades de pregar as boas novas do seu Reino e fazer a vontade de Jesus.

Mateus 28:19-20 nos diz “Ide...e fazei discípulos...de pessoas...batizando-as...ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei.” – Esta ordem é para “o discípulo” de Jesus ensinar e batizar! Quem batiza é o individuo e não uma organização! Por que será que “a organização” quer conduzir este batismo? Resposta: Ter controle destes discípulos. E por que? Resposta: Dinheiro.

Entretanto se tentarmos explicar aos irmãos que podemos batizar, sem aplicar as inúmeras regras da Torre de Vigia, tratam-nos como heréticos. Pois só o batismo da Torre – segundo a Torre – é válido.

“A CONSCIÊNCIA limpa é o melhor travesseiro.” Este velho ditado nos mostra como é importante acatarmos a nossa consciência – quando o fazemos, temos paz e harmonia no íntimo.

Infelizmente nem todos decidem fazer isso. Pois o regime de terror da Torre de Vigia, dá uma idéia para nós de quão cruéis são os homens quando repudiam a consciência. E o Corpo Governante e seus homens controlados são terríveis.

Mateus 18:7 nos diz: “Ai do mundo, devido às pedras de tropeço! Naturalmente, é necessário que venham pedras de tropeço, mas ai do homem por meio de quem vem a pedra de tropeço!”

Quantas Testemunhas de Jeová, foram expulsas por “perderem a fé” na Torre?

Quantos realmente perderam literalmente sua fé pois viram suas esperanças desvanecerem e as ilusões que dominavam sua fé diluir-se de uma hora para outra?

Colocaram toda sua esperança numa certa sensação de paz espiritual, de conforto e segurança, de equilíbrio interior e respeito de uns para com outros e si próprios – e quando descobriram de repente que estavam desamparados, tiveram e têm dificuldades de manterem a fé em Deus.

Que os que lêem esta página, atentem para isso: Não é impossível se reconfortarem, se tranqüilizarem fora da Torre. A confiança em si mesmo é um dom natural e precioso e precisamos desenvolver isso em nosso intimo para podermos sobreviver fora dos grilhões deste “escravo que escraviza”. A confiança em nós mesmos faz que continuemos a buscar a verdade de Deus em sua palavra a Bíblia. Através desta confiança, nossa fé será reerguida e reestruturada. Se nossa fé é fraca é por que é ou foi  ilusão. Não podemos mais depender de ilusões.

Não coloquemos mais nunca, nossa esperança no sentimento de segurança de um porto administrado por humanos.  Vamos fazer nossa fé forte por desenvolvermos em nossas vidas, o amor que Cristo Jesus nos ensinou a ter: O amor ao próximo como a nós mesmos!

 


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