O Ódio da Torre de Vigia Versus O Amor de Deus

Por: Gustavo Garrido


 

Um passo indispensável a ser dado por quem deseja colocar o amor de Deus como único valor digno de ser almejado, é procurar ser amável primeiro com os seus, ou seja, membros de sua família, pois para resgatar o amor natural da universalidade do amor de Cristo, temos de trata-los bem, com bastante carinho e amor. A família é o último baluarte humano para fazer frente aos ataques demoníacos, e esta está sendo atacada com bastante força proveniente do mal.

As forças que vemos interagindo na humanidade, contra os anseios ditos cristãos, é muito forte, mais que o homem até, pois o ameaça de separação e se opõe à paz e os agride com guerras, flagelos cuja conseqüência poderá ser até mesmo a destruição da humanidade.

Os fatores de união aparecem cada vez mais como valores indispensáveis para a sobrevivência humana e o equilíbrio de todos. Vemos isso quando o mundo inteiro está a falar deste anseio e até mesmo nas igrejas cristãs e outras denominações religiosas, traduzem este anseio de paz e amor entre os homens quando pregam o ecumenismo.

Hora, não podemos nunca trabalhar com eficácia pela união entre nós, se não realizarmos primeiro um encontro de nosso Eu com Deus. E Deus é amor. E o mais interessante é que o bem da unidade só poderá ser realizado, se o homem estiver em comunhão com o próximo. E se todos somos provenientes de uma força divina, de uma fonte invisível e abundante de amor, forçosamente só poderemos alcançar a plenitude se desenvolvermos esta qualidade, senha vital para o relacionamento pacífico para com todos.

Encontramos na  Bíblia instruções de Jeová para se exercer amor, benignidade, generosidade e solicitude para com o próximo, quer fosse um vizinho morando por perto, ou colega, quer companheiro, quer conhecido íntimo ou amigo. O texto de Levítico 9:15-18 diz: “Com justiça deves julgar o teu colega...Não deves odiar teu irmão no teu coração... Não deves tomar vingança nem ter ressentimento contra os filhos do teu povo... e tens de amar o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou Jeová”.

Desnecessário dizer que Jeová também exortava que seu povo não tivesse tratos com pessoas ou vizinhos que fossem iníquos. Quer dizer: fazedores do mal, mesmo sabendo que estavam fazendo o mal, tinham consciência disso e o faziam contra Deus e os homens.

Paulo disse aos Romanos (13:8-10)A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto que vos ameis uns aos outros; pois, quem ama o seu próximo tem cumprido a lei. Pois o [código da lei]: “Não deves cometer adultério, não deves assassinar, não deves furtar, não deves cobiçar”, e qualquer outro mandamento que haja, está englobado nesta palavra, a saber: “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.” O amor não obra o mal para com o próximo; portanto, o amor é o cumprimento da lei.

E Tiago chama de “a lei régia” a ordem de amar o próximo como a si mesmo. Ele disse: (8-13)Ora, se estiverdes executando a lei régia, segundo a escritura: “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo”, fazeis muito bem. Mas, se continuardes a mostrar favoritismo, estais praticando um pecado, porque sois repreendidos pela lei como transgressores. Pois, quem observar toda a Lei, mas der um passo em falso num só ponto, tem-se tornado ofensor contra todos eles. Pois, aquele que disse: “Não deves cometer adultério”, disse também: “Não deves assassinar.” Ora, se não cometeres adultério, mas assassinares, tens-te tornado transgressor da lei. Persisti em falar de tal modo e persisti em proceder de modo tal como os que hão de ser julgados pela lei dum povo livre. Pois, quem não praticar a misericórdia terá o [seu] julgamento sem misericórdia. A misericórdia exulta triunfantemente sobre o julgamento”.

E novamente Paulo exorta em Gálatas 5:14 “Pois a Lei inteira está cumprida numa só expressão, a saber: “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.”

Devemos estudar bem estes textos para vermos se neles encontramos alguma coisa que diga respeito a pequenas falhas, próprias da natureza humana, como por exemplo: ter dúvidas, medo.

Todos nós temos dúvidas. Tomé teve dúvidas. Por causa disso Jesus não afirmou que ele era apóstata e que estava condenado. Jesus não incentivou seus seguidores a deixarem de falar com Tomé.

Pedro chegou até mesmo a negar que conhecia Cristo. Ele não negou com o coração. Estava com medo de homens. Jesus complacentemente perdoou a Pedro. Não o taxou de apóstata. Pelo contrario, incentivou-o a cuidar das ovelhinhas suas.

Não era Jesus um ditador. Não era dominador e insensível, pois se o fosse, as sementes que teria lançado seriam sementes de ódio e não de amor.

Vemos hoje, a Sociedade Torre de Vigia, um grupo que se auto-intitula representantes de Deus e de Cristo na terra, fazerem o oposto ensinado por nosso mestre Jesus. Semeiam sementes de ódio. Procuram espancar os seus irmãos pois estão obcecados pelo poder de uma organização que mantêm pessoas escravas de sua amargura mordaz.

No jornal mensal desta entidade, chamado “Nosso Ministério do Reino” do mês de agosto de 2002, nos traz a atenção o que se deve fazer com os que se afastam desta organização: Execra-los e nem mesmo falar com tais. Mesmo que sejam pais, mães ou irmãos carnais. Desta forma contribuindo para a desagregação familiar e se aliado aos poderes iníquos dos demônios.

Não é o espírito santo do Deus do amor, Jeová, que os motiva, pois estão com um único objetivo: afastar os que querem mudanças nos ensinos de homens, para que os ensinos da palavra de Deus prevaleçam. Conforme Jesus predisse, eles espancariam os seus co-escravos. - Mateus 24:48, 49. 

Estão a fazer isso para que os últimos acontecimentos descobertos por alguns – casos de  pedofilia na organização – sua associação com a ONU – questões acerca do sangue em países europeus –  e outros ensinos que caíram por terra quando foram vistos à luz da verdade da Bíblia e divulgados amplamente na grande via da internet.

Este grupo está encastelado na Sociedade Torre de Vigia e presunçosamente se diz o “escravo fiel e discreto” e cada vez mais nós vemos que todas as tradições humanas tendem à estagnação e à corrupção. Tentam perpetrar coisas que não podem ser perpetradas, apegam-se a objetivos e valores que o tempo sem piedade destrói. É disso que os homens que estão à frente da STV enxergam e procuram inutilmente esconder. Daí arrocham mais seus mandados de homens, espancando quem não concorda com seus ensinos.

Concordar com a vontade do Senhor é, portanto, consentir em ser verdadeiro ou em falar a verdade ou, pelo menos procura-la. Obedecer a Deus é corresponder a sua vontade, e respeitar a expressão de amor que outros poderão dizer ao seu próximo sem que para isso tenham de obter aprovação de homens. (Vide Ministério do Reino de setembro de 2002 à página 8 onde a STV diz que só quem pode dizer algo a respeito de Deus é ela.)

É impossível a alguém ou organização que despreze os direitos e as necessidades alheias ter esperança de andar à luz, pois seu caminho se desviou da verdade, da compaixão e, portanto de Deus.

Devemos ver que Deus não pode plantar em nós sua liberdade se formos prisioneiros deste grupo.

Há até mesmos momentos que pergunto se essa moral pregada por eles não é, em suma, amor à culpabilidade! Pois são culpados de doutrinas e ensinamentos de homens.

Por isso vejo que as sementes plantadas a cada instante em minha liberdade recém adquirida pela vontade de Deus, são sementes de minha própria identidade, minha própria realidade em consonância com a realidade do Cristo plantadas em nós, que me desabrocha para a felicidade de saber-me homem livre, não mais cativo de interesses mesquinhos de achar que o bem verdadeiro do cristianismo são fortunas amealhadas em dinheiro e transformados em prédios suntuosos.

Mas recusar e não aceitar que Cristo Jesus tenha bens aqui na terra, seria recusar a própria existência. Não aceitar e não realizar a vontade de Jesus em cuidar destes bens aqui na terra, seria não realizar a obra e a vontade de Deus.

Os bens de Cristo são mais valiosos que os prédios suntuosos das filiais da STV ou das igrejas, salões do reino e de assembléias. Se os cristãos tivessem sido fiéis ao ensinamento de Jesus acerca da propriedade e da pobreza, jamais haveria estes templos luxuosos. O bem valioso do Cristo: são suas ovelhas. Recusa-las seria tudo recusar, seria recusar a própria existência do Cristo e sua vontade.

Pedro certa vez conversando com Jesus foi incentivado por Este a quando voltasse de suas dúvidas e medos fortalecesse seus irmãos. Jesus lhe disse: “... e tu, uma vez que tiveres voltado, fortalece os teus irmãos.” -  Lucas 22:32.

Nós todos precisamos voltar também. O único que pode nos ajudar é Deus. Devemos começar a ver que, a suntuosidade das organizações religiosas, estão em contraste com o templo de Deus. Vós sois templo de Deus! – disse Paulo em 1 Coríntios 3:16.

Os que estão na dianteira da STV se julgam profetas. É algo terrível quando alguém assim tem a idéia de que é um profeta ou mensageiro de Deus ou possuído de uma missão para reformar algo. Estão com isso destruindo a religião e tornando o nome de Deus odioso aos homens. Tudo isso por causa de seus ensinos falhos e mutantes. Tomam o máximo cuidado para nunca expor essas abstrações à plena luz do sol, por medo de vê-las em toda sua insubstância.

Uma vez enveredados por esse caminho, não há limites ao mal que pode leva-los a fazer, em nome de Deus e de Seu amor. Estão tão enganados pelas cócegas em seus ouvidos, feitas uns para com os outros, satisfeitos consigo mesmos que não podem mais suportar conselhos dos que não fazem parte deste seleto grupo.

E quando alguém se opõe a seus desejos, os expulsa como indesejáveis e perigosos para seu status e com mentiras acusam a estes de serem seus perseguidores enquanto a ordem dos fatores é diferente.

Aproveitam-se da grande tentação que o homem tem de estar imerso na multidão para a fuga de responsabilidades que é natural da massa – que o digam os políticos – e não quererem enxergar além do alcance de suas vistas, aceitam viver no meio de outros homens, em comunhão com eles, em comunicação fechada, isolados por grossas camadas de insensibilidade – por isso que as Testemunhas de Jeová são taxadas de insensíveis pois não fazem da caridade um caminho para o encontro com Cristo e manipuladas pela STV para acharem que a pregação do Reino (sic) - com suas vendas de literatura, disfarçadas agora de contribuições voluntárias – é a melhor maneira de demonstrar amor ao próximo – e também isolados por grossas camadas de doutrinação, onde os cérebros são lavados.

Não há humildade da parte destes da STV. Não sabem que a humildade liberta. Se a tivessem, seriam libertos destes ensinos, que a cada dia que passa lhes fica impossível sustentar. E quando algum deles desaba, põem a culpa nos seus irmãos.

Realmente enquanto não forem despojados do orgulho, terão inconscientemente , tendências a executar a obra que fazem, para a sua própria satisfação e não para a glória de Deus. Planejam fazer coisas espetaculares e não conseguem imaginar-se sem auréola. E quando os acontecimentos do cotidiano lhes são lembrados, as suas mediocridades e orgulhos não aceitam a verdade e a recusam, e se tornam impiedosos para os que estão sendo usados por Deus para refletir sua luz.

Estamos a presenciar  uma técnica de aliciamento onde são deixados – muitas são ovelhas de Cristo – isolados pelo terror de estarem constantemente sendo bombardeados por castigos aos que saem da linha estabelecida por eles. Estabeleceram a noção de dogmas inspirando o terror ao que não o compreendem.

O castigo de não serem perdoados por Deus, para os que abandonam a STV é constantemente lembrado. Enquanto não voltarem para a organização da STV não terão salvação. Negam que para servir o Deus do amor Jeová, é preciso ser livre, é preciso tomar consciência da responsabilidade que temos de tomar decisões, pois a prestação de contas será individual e não coletiva.

Procuram aliciar os cérebros lavados das ovelhinhas, dizendo que tudo o que foge de seus ensinos está eivado de indignidades, pois tudo fora da STV é impuro e manchado pelo pecado. Procuram dizer que o cristianismo é apenas uma doutrina ou um sistema de crenças – isso eles fazem muito bem – pois as doutrinas e crenças defendidas pela STV, são alienantes e escravizantes.

Procuram negar que o Cristo pode viver nos homens, unindo-os assim como Jesus era um com o Pai pois as escrituras dizem em João 17:21 e 23 “...para que eles também estejam em união conosco....Eu em união com eles e tu em união comigo.” Procuram negar que só há uma fuga verdadeira, procuram negar que a fuga seja a da separação da fé em Jesus e afirmam a fuga é para dentro da STV.

Procuram em homens uma espécie de insolência servil feita de esperteza, uma peculiar combinação de ambição, teimosia e flexibilidade, um ouvido bem afinado para captar as mais sutis modulações dentro das congregações, se passando como santos, contanto que se acomodem ao grupo deles e falem sua linguagem. Estes são os ditos anciãos das congregações da STV. Como se dá em todos os assuntos, felizmente temos as exceções, pois existem homens realmente imbuídos de prestar ajuda às ovelhas de Deus. Outros, quando se dão conta dos absurdos existentes,  aos pouco vão sendo afastados ou se afastam.

Estou passando esta fase de afastamento, e vejo que a mais necessária das renúncias é não ter ressentimentos. É a última barreira da liberdade em meio à confusão. A confusão é inevitável, mas podemos ao menos recusar aceitá-la. Podemos até mesmo viver num estado de protesto mudo.

Sei que o ressentimento não é um meio autêntico de exercer-se a liberdade. Quando levado a extremos, torna-se doença mental. Meu problema agora é aprender a renunciar ao ressentimento. Agora estou vivendo sem um sistema ou organização que me apegava, não tenho mais uma pseudo-identidade cristã ofertada pela STV.  Tudo isso se dissolveu no ar, eram ilusões de aparente solidez, que pensava possuir.

Estou agora livre! Quando aceitamos a Deus é que nos tornamos livres, libertando-nos da tirania humana, pois vejo que, quando O servimos não nos é mais permitido alienar nosso espírito em servidão humana. Deus não convidou os filhos de Israel a deixar a escravidão do Egito, ordenou que o fizessem.

Preciso ter o cuidado de não naufragar na fé. Se antes ouvia e também falava a respeito de esperanças vãs, agora tenho de garimpa-la novamente - a fé -  e faze-la diamante precioso sem manchas e impurezas.

A fé é algo de muito mais profundo e há de ter profundidade necessária para subsistir quando nos sentimos fracos, quando estivermos abalados, quando perdemos a confiança, quando o respeito até mesmo nos vir a faltar. A verdadeira fé tem de ser capaz de nos sustentar quando tudo o mais foi-nos retirado. Só com humildade seremos capazes de aceitar a fé nessas condições. O humilde não se perturba; escorrega, cai e levanta novamente. A humildade é o sinal mais seguro da força.

A suprema liberdade está na obediência a Deus. A perda da liberdade está na sujeição à tirania do autoritarismo de religiões impostas por homens que se dizem representantes de Deus.

 


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