Curriculo


 

Pintor, gravador e fotógrafo, Aloysio Novis nasceu na cidade do Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. Seu trabalho está representado em inúmeras instituições, entre elas o Museu Nacional de Belas Artes, Centro Cultural Candido Mendes, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Generali Seguros, Clube de Engenharia, Casa de Cultura Laura Alvim, Instituto Brasil - Estados Unidos (IBEU), HOYA Corretora de Valores e Câmbio e HOYA Corretora de Seguros, Reitoria da PUC - Pontifícia Universidade Católica, Universidade Estácio de Sá, CREA - Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, Centro Cultural Correios, todas no Rio de  Janeiro. Museu de Arte de Santa Catarina, Florianópolis, SC, Instituto Histórico e Artístico de Paraty, RJ, Brasil, do L'Hôtel, Rue des Beaux-Arts - Paris, Embaixada do Brasil em Paris - França, Embaixada do Brasil em Roma - Itália, Espace International D'Art Contemporain, Busigny, França, na coleção de M. Jean Paul Lemaire, e Museum of the Essential and Beyond That. Participou em 2008 como representante da América Latina na Assembléia Geral Anual de Arts en Cambrésis - França e está representado também em várias coleções particulares.

Seu trabalho aparece em inúmeras publicações, com destaque para a revista ArtNews (maio de 1998), o Dicionário de Pintores Brasileiros (Walmir Ayala, Editora da Universidade Federal do Paraná, 1997), o Dicionário dos Gravadores do Brasil (Marcelo Frazão, Rio de Janeiro, 1997), Infos Brésil (no. 107, Paris, 1995), Galeria - Revista de Arte (nos. 16 e 22, São Paulo, 1989 e 1990), Art Now Gallery Guide International (edições de setembro e outubro de 1999, Estados Unidos) e Art Now Gallery Guide New York (edições de setembro e outubro de 1999, Estados Unidos). Participa do catálogo realizado na ocasião da 40ª assembléia anual dos dirigentes do Banco Interamericano de desenvolvimento - BID - "L´Amérique Latine Débarque" - Paris - 1999. Catálogo da Galeria de Arte da Universidade Federal Fluminense - UFF - "Diálogo das Fronteiras" - Niterói - RJ - 2005. BeauxArts - Magazine - Dezembro 2005 - Paris - França.

Realizou diversos projetos de curadoria, entre eles Pintura também é cultura (Clube de Engenharia, Rio de Janeiro, 1989), Arte em Araras (Petrópolis, RJ, 1992), Engenharia, Memória e Transformação (Clube de Engenharia, Rio de Janeiro, 1995 / 1996 / 1997) e O Texto e a Obra - Homenagem a João Carlos Cavalcanti (Solar Grandjean de Montigny, PUC, Rio de Janeiro, 1997), 10 indicam 10 - (Centro Cultural Cândido Mendes, Rio de Janeiro, RJ, 2005).

Aloysio Novis foi Professor de Desenho à mão livre na Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro de 1960 a 1980.

Falar de Pintura...


É estranho falar de pintura ou escrever a pintura, a pintura é para os olhos, e somente para eles. É um fazer com as mãos, com o corpo, somente para servi-los. O prazer de ver. A dor de fazer. A necessidade de refazer sempre, sem fim... O silêncio do árduo trabalho no atelier para juntar, lembrar, esquecer, e eis que as imagens vão se personalizando e nascendo para os olhos em acasos cercados de ausências e presenças, é o grande mistério da criação, quanto mais presente, quanto mais ausente o criador. Trabalho diário, contínuo, estranho, a persistência de olhar, para que? Tudo o mais passa a ser supérfluo. Há um momento que todo o nosso mundo se reduz naquela imagem ali presente, transpiração de emoções, tudo parece estar dito nas pinceladas, nas cores, transparências, ritmo, expressões mudas e eloqüentes, ambigüidades, desconfortos, surpresas, registros, personagens, no silêncio no olhar de quem executou e no espírito de quem vê.

O meu processo, se é que existe um processo, trabalha com a lona como suporte de tintas acrílicas, vinílicas e óleos. Gosto de fazer minhas cores, partindo da mistura de pigmentos com resinas acrílicas ou óleos. Não tenho pressa. Procuro estar só no atelier. Adoro trabalhar com papel. Freqüentemente colo sobre as telas meus trabalhos em papel, que se integram em outras situações vizinhas. Muitas vezes, o trabalho original que foi colado, fica totalmente outro, pelo contágio da marginalização. A natureza e a música sempre fizeram partes integrantes da minha vida, a primeira na contemplação minuciosa e a segunda no estudo aprofundado do piano. Prefiro porém compor com as linhas, cores e formas e ouvir o canto que invade o meu espírito quando trabalho na pintura. Prefiro não nomear os meus trabalhos. Tenho a sensação de estar fazendo um único trabalho, iniciado no momento que tomei a decisão de dedicar-me exclusivamente à pintura. Difícil foi essa decisão, e muito mais difícil é dizer quando está terminado um trabalho...


Aloysio Novis
1993

O oficio do web.artista, no meu caso. é a utilização dos meIos eIetrônicos para pintar. O meu procedimento diante do suporte eleito por mim, seja a tela do meu Iaptop ou desktop, ou as paredes ou o piso das salas é o mesmo que utilizo no meu atelier. Não projeto ldélas antecipadamente, deixo acontecer, intuitivamente, e elas vão se arrumando nos suportes escolhidos e desacelerando, os gestos se aprofundando, o processo criativo, exigindo cada vez mais um diálogo profundo com o que está acontecendo nas telas, sejam eletrônicas, ou de linho, algodão ou papel.

Aloysio Novis
2001

O Artista

Paris - IESA-Institut d’Études Supérieures des Arts.
Exposition: Station Première-Palais Royal-Musée du Louvre.
Novembre-2005


BONJOUR A TOUS.

Je ne veux pas faire une conférence. Ce que je veux vous dire à ce moment ici devant mès oeuvres c’est mon expérience personnelle pour faire la Peinture. Je comencé ma vie profissionnelle comme ingénieur civil et architecte et professeur de dessin dans l’École des Ingénieurs. J’avais mon propre bureaux et je faisais des projets d’architecture et leur constructions. Comme ça je travaillais avec la mémoire de mes clients et la mienne pour faire les projets d’architecture requit par eux. Après plusieurs années de travail je commençais à avoir le besoin très fort de travailler seulement avec ma mémoire pour créer mes images et mon propre langage sans aucune interference de l’autre. Alors l’Art pour moi est dévenue indispensable. Pourquoi?

Parce quand on vit il y a des pensées qui ne peuvent pas être exprimées avec des mots, mais c’est absolument nécessaire de les dires pour moi et pour les autres qui les regardent et qui les écoutent. Il faut d’abord vivre et après, faire la Peinture.
Ce sont des sentiments émus qu’il est nécessaire de traduire en Peinture. La Peinture est un état d’esprit, comme la musique. Traduire le hazard en Peinture pour moi est indispensable parce que je me revèle à moi même comme un fait. Je n’aime pas faire en Peinture l’histoire d’un fait, parce que pour moi ça n’est pas la vraie Peinture. La Peinture en réalité est un fait et pas l’histoire d’un fait. Elle arrive dans la toile, dans le papier, dans les plaques sensibilisées d’aluminium de la tipographie qui ont fait mes catalogues, dans le MDF, dans le bois, d’une manière très simple et au hasard quand j’écoute moi même, dans le silence de mon atelier. Moi et moi- même, toujours seul. Il existe un énorme désir de recevoir les couleurs et de faire les gestes sur le support que j’ai devant moi. Et comme ça, comence mon proccès, s’il existe un proccès. Je travaille beaucoup, pendant des heures et même des jours dans le même support et alors commence à arriver une conversation entre les gestes-couleurs qui sont là et moi-même. Il arrive un dialogue à chaque moment plus fort entre nous jusq’au moment où je dois m’arreter de travailler et regarder profondement le support et écouter ce qu’il me dit et savoir le laisser seul pour dès moments ou même pour toute sa vie et comme ça l’oeuvre est finie pour quelque temps qu’on ne sait jamais, parce que l’homme est toujours en transformation, alors tout qu’il fait est aussi fini seulement pour ce moment lá. Si on recommence la même oeuvre elle va changer dans une autre oeuvre à cause de l’homme qui vit déjà un autre moment de sa vie. Alors pour moi les oeuvres sont des flashes de notre vie qui doivent être enregistrées.

Aloysio Novis

ESCOLA DE ARTES VISUAIS DO PARQUE LAGE
(30 ANOS)
2005

Desde os anos 70 que a Pintura começou a invadir o meu espírito. Comecei a freqüentar ateliers e a trabalhar com ela e minhas atividades de Engenheiro e Arquiteto. Depois em 78 instalei-me numa montanha no Vale das Videiras e foi aí que houve o salto definitivo para a dedicação cada vez maior à Pintura. Na década de 80 aconteceu a invasão total e irreversível do exercício da Arte, foi quando ao entrar na EAV preso num engarrafamento de tráfego na rua Jardim Botânico às 18h30 e dirigindo-me à secretaria procurei saber dos cursos que haviam. Na época o diretor era o Frederico Morais e aconteceu o inevitável, a comunhão perfeita com a sua maneira de pensar em que o nosso trabalho era visto e comentado por todos os artistas que alí trabalhavam. E assim guardo as melhores lembranças da convivência com Milton Machado, Katie van Sherpenberg, Charles Watson, Aluisio Carvão, Luiz Ernesto, Avatar Moraes, Daniel Senise, Dionisio Del Santo, pois com eles troquei idéias e falamos com toda liberdade e entusiasmo da Pintura e da filosofia e do exercício da Arte. Os encontros teóricos e práticos sempre foram muito enriquecedores e abrangentes. No meu espírito aconteceu uma explosão refletida na minha Pintura e na minha decisão de dedicar-me a ela exclusivamente instalando meu atelier no Rio e no Vale das Videiras e desinstalando todas as outras atividades de Engenharia e Arquitetura para que meu tempo fosse totalmente dedicado ao exercício das Artes Plásticas.

Paris, 28 de outubro de 2005

Aloysio Novis
www.reocities.com/aloysionovis

PS. Encaminhado por e-mail à Bia Amaral respondendo ao seu chamado para que enviasse um comentário sobre a data dos 30 anos da EAV.